Projeto literário 


ODISSÉIA DE UM ARTISTA
Viagem no espaço tempo.

Realismo Fantástico - Literatura


APRESENTAÇÃO

A princípio este projeto havia sido criado para desenvolvimento pictórico, cujos estudos podem ser visualizados abaixo. Após 22 anos esta ideia permaneceu engavetada sem que fosse levado adiante. No próximo ano, em 2016 o artista completa 50 anos de dedicação a arte; decidiu então, em comemoração às suas "Bodas de Ouro", levar o projeto a público apenas em sua forma literária. Os preparativos do livro estão a todo vapor e será publicado juntamente com a exposição de pinturas da nova fase do artista denominada "Flores do Lodo".
Leia a sinopse do livro e entenda todo o desenrolar da história.


Paulo Acencio

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"Variação sobre tema de Leonardo Da Vinci"
Estas duas pinturas foram realizadas com diferença de 20 anos entre uma e outra; 1978 e 1998.

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PROJETO LITERÁRIO

 SINOPSE


Última década do século XX. Ciocena, um pintor de estilo figurativo, ligado ao Realismo Fantástico é surpreendido por uma visita inusitada e fora dos padrões de comunicação conhecidos.
Seres superiores de mundos paralelos vinham observando o artista há muito tempo. Esse contato na verdade veio ao encontro de uma espécie de chamamento que o pintor teria acionado ao longo de sua vida. Nestes últimos tempos Ciocena andava inconformado com os rumos da arte contemporânea e desejava ardentemente promover uma mudança mas não tinha a mínima idéia de como poderia ser feito. Essas inquietações vibraram fortemente em direção ao espaço sideral e parece que havia sido atendido.
Então, uma relação amistosa e extremamente benéfica entre o plano desconhecido e o artista, propicia a este a possibilidade de concretizar o seu sonho, ou seja, realizar um grande projeto.
Inicia-se assim a transposição mental do artista para outra dimensão com o objetivo de prepará-lo a uma viagem no tempo. Essa viagem, induzida pelos seus mentores tem o firme propósito de buscar soluções para criar uma nova ordem pictórica. Visitar e interagir no passado; o cenário perfeito para entender melhor o presente e tentar modificá-lo.
Sua viagem inicia-se no fervilhante atelier do mestre Verrochio em Florença. Como se diz na linguagerm comum, Verrocchio é pau pra toda obra. Muito solicitado pelo dinamismo do seu trabalho e a maneira como dirige o ensinamento a seus discípulos. O nosso personagem viajante entra no cenário por volta de 1470, ano que o velho mestre faz uma viagem a Roma.
Ciocena permanece em Florença até final de 1475, ano de nascimento de Michelangelo. Nesse meio tempo estabelece contato com Da Vinci e Botticelli. Enquanto Botticelli se preocupa em expressar através do desenho um ritmo gracioso, com suas figuras resgatadas da antiguidade Grega e da tradição cristã, Leonardo tem seu interesse por desvendar os mistérios da natureza; sua índole investigativa o leva a procurar entender tudo em sua volta. Com este gênio fabuloso Ciocena está à vontade.
Embora os mentores tenham todos os controles que conduz a sua viagem, por conta de criaturas do Plano Invertido, Ciocena sofre um revez e acaba sendo detido pelos guardas da Inquisição, comandado por Savonarola.
Por volta de 1511, Michelangelo conta com 36 anos de idade e já trabalha na Capela Sistina. Seu contato com Michelangelo é singular; personalidade forte, rude, mas aberto ao novo.
Em 1519 morre Da Vinci, na França; Ciocena visita-o em seus últimos momentos e segue em direção a Roma ao encontro de Rafael; sublime, doce figura e eterna lembrança. O ideal de beleza levado com maestria e equilíbrio. No ano seguinte, com apenas 37 anos, morre um dos pilares do Renascimento, deixando a obra estudada por Ciocena inacabada.
A jornada no tempo continua 48 anos depois na cidade de Bruxelas. Pieter Bruegel, feliz com o nascimento de Jan, seu segundo filho e às voltas com a obra de interesse de seu visitante. Lamentavelmente no ano seguinte vem a falecer.
Em 1601 Ciocena volta a Roma para ver Caravaggio. Encontra um homem desequilibrado emocionalmente por conta de sua prisão em processo movido por Baglione. Graças à intervenção do embaixador francês em Roma o artista teve sua prisão relaxada. Mesmo assim o nosso viajante é aceito em seu atelier pois, como todos os outros ele sabia de sua chegada e o esperava. É considerado um pintor briguento mas afável quando se digna a compor cenas religiosas. A visita de Ciocena a Caravaggio deixa-o profundamente comovido com a dramaticidade e o esmero no tratamento do claro-escuro.
Em Antuérpia, nos Paises-Baixos, Ciocena encontra um artista com o qual nutre certa admiração, Van Dick, um dos talentosos discípulos de Rubens. A monumental obra “O Rapto das Filhas de Leucipo” é o início de seu contato com o mestre Rubens. Artista muitíssimo disciplinado, costuma entregar em dia as encomendas que lhe são confiadas.
De Antuérpia, direto para Madrid onde Velásquez vive desde 1623. É então o pintor oficial da côrte. Ciocena chega em meio aos primeiros esboços do “Triunfo de Baco”, em 1628. Despede-se de Velásquez no ano seguinte; este segue em sua primeira viagem à Itália e o Viajante do Tempo segue direto para Holanda; hoje liberta, ao encontro do mestre Rembrandt. Ciocena chega exatamente no ano em que Rembrandt transfere-se para Amsterdam. Ciocena fica feliz por ter encontrado o mestre num dos momentos mais abençoados de sua carreira. É a partir de 1632, com a execução de sua tela “Lições de Anatomia do Dr.Tulp” que Rembrandt inicia sua ascenção.
Vale lembrar que o próximo a ser visitado acaba de nascer em outra cidade não muito longe, Delft.
Quarenta anos depois Ciocena chega a Delft onde Vermeer mantém o seu atelier. Neste ano de 1672 o artista encontra-se em Haia vendendo quadros. Ciocena aguarda sua chegada. O mestre o recebe efusivamente. Ciocena permanece com ele até sua morte em 1675.
Após viajar por três séculos, os mentores de Ciocena promovem uma pausa. Ciocena retoma o seu dia-a-dia, em seu tempo real.
Alguns meses depois é chamado novamente para a conclusão do projeto. Inicia-se agora uma nova jornada rumo ao século XVIII.
Novamente o ponto de partida é a Itália. Chega a Veneza em 1732 para seu encontro com Tiepolo. Têem que trabalhar rápido; neste mesmo ano o artista segue para Bérgamo. Tiepolo se encontra ainda em busca de aprimoramento técnico, mas se mostra muito capaz. Só pra lembrar, dois anos do seu encontro com Tiepolo nascia em terras das Minas Gerais, no Brasil, aquele com o qual Ciocena nutre grande respeito e admiração; ele é seu próximo anfitrião: Aleijadinho. A visita ao grande mestre da escultura barroca se dá 68 anos depois, no tempo virtual. Já maduro, infelizmente muito enfermo e atrofiado, é o maior exemplo e a grande lição que Ciocena tem em conta. Apesar de sua deformidade física possui um espírito de gigante.


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Ainda no século XVIII Ciocena vai à França. O próximo que o espera é o recém-eleito deputado à Convenção Revolucionária de 1792, Jacques-Louis David. Tempos conturbados estes em Paris. David executa então sua obra mais comovente; um tributo pessoal ao líder da revolução morto, Marat.
Ciocena entra finalmente no último século de sua etapa de viagens. Em 1827 encontra-se com Ingres. Vale lembrar que este anfitrião estudou com David quando contava com 17 anos de idade. Agora, com 47, é um pintor respeitado; há dois anos foi eleito membro da Academia de Belas-Artes em Roma, onde mora atualmente.
Ainda na Itália Ciocena volta 10 anos no tempo e se encontra com Géricault que está pintando e estudando as obras de Michelangelo, Rafael e Bernini. Em 1818 se encontram novamente em Paris. Neste ano nasce o seu único filho, fruto de uma ligação clandestina. Isola-se e inicia o esboço de sua grande obra “A Balsa do Medusa”. Ciocena e Delacroix lhe fazem companhia. Delacroix posa para o quadro. Após a viagem de Géricault à Inglaterra em 1820, Ciocena permanece no atelier de Delacroix e participa na execução da tela “A Barca de Dante”, dois anos depois.
Em 1854 Ciocena se encontra com Courbet. No início de sua carreira ele costumava frequentar o Louvre para estudar seus mestres prediletos; Rembrandt e Hals. Desde 1850 ele havia rompido com a Escola Clássica e se dedicava ao Realismo.
Edouard Manet nasceu em Paris e ainda jovem visitou o Rio de janeiro no Brasil. O seu encontro com Ciocena se dá em 1863, ano de execução da obra “Piquenique na Grama”.
Esta obra causa um escândalo na sociedade parisiense. O nosso artista viajante permanece com Manet até o seu casamento com Suzanne Leenhoff.
Após exatamente 30 anos Ciocena entra novamente em contato com um artista brasileiro; Pedro Américo. Sua trajetória se inicia em Areia na Paraíba, onde nasceu e termina em Florença onde foi consagrado e considerado um dos mais famosos artistas de sua época.
É em Florença que Ciocena o encontra após haver melhorado de uma moléstia que havia contraído no Brasil. Neste período realiza vários estudos históricos e conclui sua tela “Tiradentes Esquartejado”. Volta ao Rio de Janeiro para expor sua obra, onde é bem recebido. Ciocena volta ao seu tempo real.
Um novo chamamento para o encontro com seu último anfitrião; Almeida Junior, que já o esperava ansiosamente. O talentoso artista foi aluno de Pedro Américo mas não seguiu sua Escola; antes, optou por consagrar em suas telas o povo simples de sua terra. Embora tenha estudado também na França, como tantos outros, sua cabeça estava voltada para sua querida Itu, cidade paulista.
Ciocena é muito bem recebido. O mestre caipira e de bem com a vida troca informações com o visitante e celebra sua obra “Amolação Interrompida”.
Aparentemente a viagem de Ciocena chegara ao fim, porém, o sistema que controla todo o processo de virtualização da viagem apresentou uma estranha anomalia... Ciocena volta no tempo e presencia o assassinato de Almeida Junior.
Em Brunéia, sede dos complexos preparativos para a realização da viagem, é encerrado o procedimento.
No tempo real, de volta ao seu cotidiano Ciocena prepara a execução dos trabalhos para a finalização de seu projeto; a pedido de seus mentores, o tema de conclusão dessa odisséia deve ter um cunho social voltado para os menos favorecidos; assim, o artista lança mão de sua máquina fotográfica e sai em busca de modelos que possam integrar sua nova fase de trabalho. Ciocena tem grande êxito na elaboração de suas obras, denominando-as "Flores do Lodo". Os mestres de Bruneia aprovam a ideia e o artista finaliza seu projeto com uma grande exposição. 


Alguns estudos que irão ilustrar o livro.







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